domingo, 14 de abril de 2013
Arrepio
E a imagem em branco e preto
ressalta sombras que se escondiam
atrás da cortina radiante
daquele sorriso usado
mais que o moletom antigo
que hoje não aquece esse ser
morto-vivo
fraco, rouco, pálido,
mas sentindo.
Fernanda de Lima Almada
Araxá, 14 de abril de 2013
00:22h
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sábado, 6 de abril de 2013
Arquejo
O tempo atravessa em silêncio
enquanto escuto as cores de ontem
e sinto o cheiro, na margem opaca,
do amanhã que me aperta a garganta.
Já não vejo a poeira entre os livros
quando abraço o barulho das chaves
e tranco esse horror sutil e podre.
E como é ácida a luz estridente
que ensurdece madrugadas eternas.
Ah... não raras...
Portas pesadas.
Salas vazias.
É meu pulso.
...
Idiosincrasias.
Fernanda de Lima Almada
06 de abril de 2013
21:58h
sábado, 2 de março de 2013
Tormenta
Dia cinza.
Lá fora
Nuvens
aqui dentro
impossível enxergar.
Grito em silêncio.
Emudeço o eco.
Mais um
e é só um.
Desço
o ego.
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Fernanda de Lima Almada
02 de março de 2013
17:14h
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Ah, abram-me outra realidade!
Ah, abram-me outra realidade!
Quero ter, como Blake, a contiguidade dos anjos
E ter visões por almoço.
Quero encontrar as fadas na rua!
Quero desimaginar-me deste mundo feito com garras,
Desta civilização feita com pregos.
Quero viver como uma bandeira à brisa,
Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer!
Depois encerrem-me onde queiram.
Meu coração verdadeiro continuará velando
Pano brasonado a esfinges,
No alto do mastro das visões
Aos quatro ventos do Mistério.
O Norte — o que todos querem
O Sul — o que todos desejam
O Este — de onde tudo vem
O Oeste — aonde tudo finda
— Os quatro ventos do místico ar da civilização
— Os quatro modos de não ter razão, e de entender o mundo.
4/4/1929
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Obra poética IV
Poemas de Álvaro de Campos
P. 189
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Palerma
Ar quente na garganta
diz aos olhos: Ardam!
Conflagrem a chama indelével!
Sufoca a brasa ao redor
Afronta o toque intenso
do coração afoito de satisfação,
força/vida, potência de se ser,
sedento de desejos alienígenas.
Reservado mundo de sonhos possíveis!
Mas, impetuoso,
livre do medo,
abre asas e contraria.
Triste sabor
do retorno inevitável.
Aflito.
Em febre reencontra o conflito.
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Fernanda de Lima Almada
24 de janeiro de 2012
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
" I'm going to better days... "
Sol amigável, chuva branda...
Lua clara, noite escura...
E assim seguem os dias
iguais aos que eu nunca pensei
diferentes dos que nunca soube viver.
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DOIS MESES! Dois meses se passaram!
E estou aqui firme e forte, "hematoma subdural agudo" idiota!
>;-)
"AND I'M GOING TO BETTER DAYS..." ;D
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
NESSAS HORAS
Tanto sol quanto palavras vazias
fervilhando cada novo traço da minha cabeça
Cabeça cansada dos mesmos olhares
das mesmas promessas desse dia.
Dia comum.
Não. O relógio não tem poder e magia.
Não nessa realidade
medíocre e sem encanto.
Coincidência. Olho pro pulso.
Já não me importa que horas são.
Ah... tanta oração.
Desejos e juras
de vida curta.
Bater de asas da borboleta.
Desejos e juras
de memórias efêmeras.
Até quarta-feira.
E o que permanece intacto nesse rodopio de mesmisse?
Sol ardente e palavras vazias sem fim.
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Fernanda de Lima Almada
31 de dezembro de 2012
12:26h
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Vi-vendo!
A Terra e seu movimento enganador
fechou meus olhos ou apagou o sol
na confusão de uma noite quente e longa
sem lembranças.... cheiro ou oscilação...
O tempo de ontem e hoje ainda não sei
e aperta a garganta se me obrigo a entender...
O segundo mesquinho em que acontece
A lágrima que vem
Mais um instante que vai...
E estou aqui...
...ainda estou aqui!
06 de dezembro de 2012
12:40h
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sábado, 1 de setembro de 2012
O cerco
Sinto o gosto amargo do tempo
fitando o cheiro livre do acaso
enquanto bebo o brilho da estrela
através da fumaça que exalo
e vejo em seu desenho a ruína
de cor gelada, fenda mesquinha
em que jorra o sangue do horror
do pesadelo do não dito ao olhar
da pena arrancada a escapar,
do torpor...
...em cena - sopro e pavor.
Fernanda de Lima Almada
01 de setembro de 2012
22:28h
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.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
{Olhos abertos}
Olhos abertos
Dia claro.
Descubro-me
tentando encontrar
no olhar meu reflexo
e o desejo de ser eu mesma.
Fernanda de Lima Almada
Araxá, 06 de agosto de 2012
07:28h
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domingo, 5 de agosto de 2012
FALTA
Enquanto constrói
é o valor
ilumina
Brilha em mina o Amor que destrói
minha sina
a saudade que corrói
com vento que uiva na janela
na parede... uma cela!
Congela...
memória que in loco aquece
ponte ainda muro
sem você triste aqui padece...
Fernanda de Lima Almada
Araxá, 05 de agosto de 2012
20:06h
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Estreit-ando
Sorri e sangra meu coração fraco...
Lamenta o breu onde se escondeu
sem procurar pela fórmula maior
no desejo de ser indispensável
e entre rodopios e uivos docesencontra em seu cuidado e carinho
o fazer arte nesse cinza abstrato
com cores de confiança e verdade.
Giros do sol e da lua
te trouxeram e levaram de mim
deixando o rastro iluminado
a florir minhas lembranças...
a sorrir.
Ser forte - aí, lá, aqui -
em qualquer caminho [ou] entre.
Você deixou de si em mim para sempre.
Sentimento real.
Foi e continua a ser fundamental.
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Feliz Dia do Amigo
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Fernanda de Lima Almada
20 de julho de 2012
19:16h
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Fér[i]as no Ninho
Na estrada da solidão caminho
e não, não penso em voltar
Ainda que movida pelo vinho
encantos do ar... brilho do altar.
No espelho do tempo, imperfeição
que não, não queria existir
mas a cicatriz profunda é paixão
como força da orquídea a florir!
Vejo um suspiro ou um bocejo
mas ninguém prevê esse sorriso
que aqui encontro... no paraíso!
Ouço o vento que suplica o beijo.
Não sei se é sono ou embriaguez
mas quero sentir isso até o fim do mês...
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Fernanda de Lima Almada
15 de junho de 2012
22:32h
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Sorte
Volúpia em forma de ondas
não raras com seu vai e vem
de gosto salgado e visão doce
compõem movimentos ainda além.
Sobre a rocha e membro rígidos
No canto, encanto em alma de flor
e corpos entrelaçam nessa dança
de sedução, toque e calor.
Exibe suas curvas, o umbigo,
o tufão da morte que trapaceia
na magia do cabelo molhado
E penso em silêncio comigo:
"Sorte sua, mulher sereia,
não ter c* para ser procurado."
Fernanda de Lima Almada
11 de junho de 2012
09:32h
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Aridez
A transcrever o humor do dia
só a chuva compõe a melodia
e preguiçosa... a vida umedece
Tece
Aperta o nó da corda do tempo
e não alcança minha garganta
que permanece seca.
Fernanda de Lima Almada
07 de junho de 2012
13:34h
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Sinto em cinco
E com esse calor outonal
sinto verão na proximidade de inverno.
Inferno?!
Estações flutuantes
mal traçando o tempo no curso do trem
Entre sóis, folhas secas, poeira e orvalho
na lógica do inconsciente que não se vê...
Vendaval do qual não se pode fugir...
Leva ao passado e lembra
o engano do encontro desconcertado
que está lá longe e foi ontem
na estrada em looping de [r]evoluções.
Tempo que tivemos e hoje contamos cinco!
Com coração quente que derrete do corpo o gelo
vivendo esse sonho que com você eu sinto
quando brincamos e brindamos as primaveras...
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Fernanda de Lima Almada
04 de junho de 2012
15:42h
{Cinco anos construindo o Amor...}
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sábado, 5 de maio de 2012
LUA
Brilha e desenha curvas... sombras
entre a névoa tácita e pálida
e reflete o sonho na imagem
em viagem...
Miragem.
Segura o olhar e o arrepio...
Pede uivos pra quebrar o silêncio
que corta essa ventania rouca
Louca
ao seu modo
Eu - sem medo -
guardo do encontro a recordação
em vão...
Lua é lembrança que reluz solidão.
Fernanda de Lima Almada
* Perigeu da Lua -> 05 de maio de 2012
22:04h
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
A-COR-DAR
É cedo.
Salta! Levanta! Acorda?
Vê
a corda.
Certifica que seu pescoço
só exibe brilho do adereço
que traduz em mal começo
a escuridão do corpo colosso
a reinvenção da vida ao contrário
e a saudação do eterno retorno
...fútil, estéril, inútil.
Une os pontos
Fecha as portas
Silêncio.
O gosto do desejo hoje é amargo
acre. Desejo por ter que desejar.
Vibra com os contornos acinzentados
que se dissipam em segundos no ar
É preciso acordar...
A-COR-DAR.
A-corda.
E há de ser visto como lamento...
Enquanto vívido... é sofrimento.
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Fernanda de Lima Almada
19 de abril de 2012
21:35h
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.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
De passo em passo
De passo em passo
Peço
Traço
Torço
Parto
Cato
Taco
Foco
Troco
Mas nunca corto,
nem por um triz,
esse mal pela raiz.
¬¬'
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Fernanda de Lima Almada
18 de abril de 2012
19:35h
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terça-feira, 17 de abril de 2012
A caneta aqui
A caneta aqui
preenchendo o vazio da mão...
O papel ali
rejeitando essa nossa solidão...
E o choro brando
...em branco.
Fernanda de Lima Almada
17 de abril de 2012
16:24h
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domingo, 8 de abril de 2012
HUPOKRISIS
E nem mesmo as pedras e o bronze de Talo
ferem a dor e a letargia desse estranho luto
que ecoa e transcende enquanto eu luto
e observo cada derrota máxima que talho
enquanto finjo o sorriso do bem...
enquanto sangro o coração... e além...
Fernanda de Lima Almada
08 de abril de 2012
21:42
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sábado, 10 de março de 2012
Ar A Me Achar...
Há algum tempo venho pensando na sorte
e, certa vez, escrevi em meu livrinho de vida
sobre o desejo de viver e junto sonhar...
Quando, há um ano, você me encontrou
fui capturada, como faz um conto encantado
ao gotejar a dificuldade do que é real
com a sutil e leve suavidade da fantasia...
E entre os sonhos de sorte de vida livre
habito e persisto nessa terra de água mágica
aguardando o sopro fresco do amanhã
a trazer o sabor de ser livre de mim mesma.
Fernanda de Lima Almada
10 de março de 2012
21:32h
{Ao Aniversário da Mamãe}
{Primeiro... só pra descontrair...}
Mamãe reclama desse português difícil de acertar o pronome
e de toda regra gramatical que nossa cabeça consome!
Mamãe fala e conta cada detalhe do que ainda não tem nome...
mas, também, pudera! Mamãe nasceu no "Dia do Telefone"!
{Não resisti depois que soube que 10 de março é "Dia do Telefone"... rs...}
___
Mamãe...
Queria saber dizer o que o coração esconde...
Ele que espera, como a senhora, ser tão forte...
para superar cada dia, sem "quando" ou "onde"
curando as dores e as feridas de toda sorte...
A senhora que traça com as mãos da delicadeza
a sensibilidade que se encontra com a natureza
na incrível arte de criar, cuidar e amar!
Mulher guerreira, que na batalha da vida
resgata a esperança já quase perdida...
e inspira a força, o trabalho e (re)construção...
Não consigo escrever sem encontrar uma lágrima...
porque cada um desses versos contem uma página
do que aprendi com sua vida de dedicação.
Posso parecer, às vezes, fria ou distante
mas não deixo de pensar, nenhum instante,
sobre o quanto nossa existência é sua felicidade...
Foi ontem... e será em qualquer idade!
Parabéns, Mamãe, por mais esse ano e esse dia...
e que todos comemoremos, com muita alegria,
muitos outros ciclos de estações que ainda vão se completar!
E quando olhar o por do sol alaranjado
entre as montanhas e árvores, aí do lado,
não se esqueça de me dizer, em pensamento,
que "é bom pra desenhar" esse momento...
para, desse nosso jeito, tudo e tudo podermos eternizar!
Fernanda de Lima Almada
10 de março de 2012
20:22h
terça-feira, 6 de março de 2012
Amor e Loucura
Essa triste ausência de ti
aumenta minha distância de mim...
que caço com todas as armas
o tiro certeiro na agonia sem fim...
E nessa tarde que ensurdece em calor
sinto seu cheiro em meu banho, o frescor...
Mas quando ouço sua voz, entre o canto do rouxinol...
Ok. Hoje providencio meu haldol.
____
Fernanda de Lima Almada
06 de março de 2012
16:23h
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
[Quero um papel bem grande]
Quero um papel bem grande
pra caber as cores do meu pensamento
com sobra pro que ainda não veio
entre as mil sutilezas e mistérios
de meu universo infinito.
Fernanda de Lima Almada
21 de fevereiro de 2012
22:48h
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Arrebento a porta da estrada
Arrebento a porta da estrada
e essa pontada na aorta.
Procuro, aperto, perco
Não capturo a jornada.
Escondo, conto, peço
Não passa.
Mente sã, não lida
procura solidão.
Triste universo encontrado
sem guia, gasto.
Não há rastro.
Fernanda de Lima Almada
domingo, 29 de janeiro de 2012
{Chuva e vento completam a melodia}
- o Encanto -
de sua respiração que,
como um canto,
ressoa
enquanto dorme
aquecido
em meu coração insone...
Fernanda de Lima Almada
domingo, 2 de outubro de 2011
Mais (h)um-ano

Difere o dia
ainda que igual...
Pede mudança, reflexão,
fim da ferida...
(ah... essa sensação...)
Dança a força da conquista.
Ensurdece a detecção da derrota...
E no presente
o presente
do céu - chuva! -
água pura e vento fresco
banhando a terra e a alma primaveril
nos entres e ventres
do beijo de flor em flor
e do vôo borboleteado
colorindo o vazio em excesso
desses dias e anos s-em fim.
{Parabéns para mim!}
Fernanda de Lima Almada
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Poesia especial que, lá no trabalho, ganhei de presente de aniversário:
"Fernanda
Meninina e bonitinha
Menininha e uma gracinha
Menininha, seu coração é de todos
Como somos e elevamos
Ela tem o coração grande
Se sente sorridente
Porque tem um coração valente
Na nossa vida é destino constante
Como sentimos
Como ar a levar a navegar
e encontrar a luz e a vida na sua vida
Sua sabedoria é vida
que alegre assim
tem conquista no ar
na terra e mar
Assim será
no céu a voar e depois a parar
a encontrar
que todos os dias é sorridente
sempre alegra a gente.
Feliz aniversário, Fernanda
Continue sempre assim."
{Trabalho, Amor, Sensibilidade e Afeto - essas palavras têm me sustentado!}
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Em febre ferve o corpo
que vazio expele o vômito
da angústia imunda -
muda
o olhar perdido, atônito
feito vapor d’água
que do espelho tira o brilho
e embaça a lágrima em vão.
Foge!
Vem... amarga solidão
Protege a vergonha do excesso
Lamúria do verme rasteja-dor
Tens tudo.
Falta-lhe seu próprio Amor.
Fernanda de Lima Almada
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
RenovAção
Primeiros aromas primaveris
Jardins de luzes, flores e cores
Encontros, reencontros, afetos e amores
talhados no movimento e dança dos corpos
traçados com o passo perdido em compasso
Lembrança de abraço
Cadência de ruídos
Alegria de olhares
Suavidade e fúria
Caos e cosmos.
Realidade (im)pura
com força animal,
vôo de liberdade em céu azul
entre brancas nuvens de sonhos e esperança.
Fernanda de Lima Almada
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