domingo, 2 de outubro de 2011

Mais (h)um-ano




















Difere o dia
ainda que igual...
Pede mudança, reflexão,
fim da ferida...
(ah... essa sensação...)

Dança a força da conquista.
Ensurdece a detecção da derrota...

E no presente
o presente
do céu - chuva! -
água pura e vento fresco
banhando a terra e a alma primaveril
nos entres e ventres
do beijo de flor em flor
e do vôo borboleteado
colorindo o vazio em excesso
desses dias e anos s-em fim.

{Parabéns para mim!}


Fernanda de Lima Almada



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Poesia especial que, lá no trabalho, ganhei de presente de aniversário:

"Fernanda
Meninina e bonitinha
Menininha e uma gracinha
Menininha, seu coração é de todos
Como somos e elevamos

Ela tem o coração grande
Se sente sorridente
Porque tem um coração valente

Na nossa vida é destino constante
Como sentimos
Como ar a levar a navegar
e encontrar a luz e a vida  na sua vida

Sua sabedoria é vida
que alegre assim
tem conquista no ar
na terra e mar
Assim será
no céu a voar e depois a parar
a encontrar
que todos os dias é sorridente
sempre alegra a gente.

Feliz aniversário, Fernanda
Continue sempre assim."



{Trabalho, Amor, Sensibilidade e Afeto - essas palavras têm me sustentado!}

terça-feira, 27 de setembro de 2011














Em febre ferve o corpo
que vazio expele o vômito
da angústia imunda -
muda
o olhar perdido, atônito
feito vapor d’água
que do espelho tira o brilho
e embaça a lágrima em vão.

Foge!
Vem... amarga solidão
Protege a vergonha do excesso
Lamúria do verme rasteja-dor

Tens tudo.
Falta-lhe seu próprio Amor.


Fernanda de Lima Almada




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RenovAção















Primeiros aromas primaveris
Jardins de luzes, flores e cores
Encontros, reencontros, afetos e amores
talhados no movimento e dança dos corpos
traçados com o passo perdido em compasso
Lembrança de abraço
Cadência de ruídos
Alegria de olhares
Suavidade e fúria
Caos e cosmos.

Realidade (im)pura
com força animal,
vôo de liberdade em céu azul
entre brancas nuvens de sonhos e esperança.


Fernanda de Lima Almada

terça-feira, 19 de julho de 2011

Solidão: a frialdade em chamas


















A vela do tempo exibe assim seu flamejo
dançando com a força da minha respiração
ofegante e cansada... Lamenta a solidão
que fere, sem cor, a cada frio lampejo

Evapora a lágrima que aqui rola quente, insistente!

Farelos no chão, café morno, música alta... Nada espanta
o pálido perfume do isolamento que sufoca a garganta.

Dor sem nome permanente. “Pulsa em compasso”, penso...
Não passa. É peça dessa triste composição...
Desejo fugir...
não sei se posso... ou não.



Fernanda de Lima Almada
19 de julho de 2011
22:12h



terça-feira, 26 de abril de 2011

Nossa Sede de Rede











Meu desejo é aqui, e assim
em todos os lugares estar
sendo mais uma estrela conjunta
iluminada por este céu em luar.

Não me acanho quando vem a fraqueza
nesse turbilhão em que, com pureza,
peço auxílio, ajuda, socorro!
E haja o que houver, daqui não corro!

Preciso de palavras, corpo e precisão
Devir Amor... transformação...
Motivação sempre além obrigação.
Cor-ação!

Um emaranhado que se trança
pelos fios desta frenética dança
em que a sós... não ataremos os nós.


Fernanda de Lima Almada
25 de abril de 2011
15:34h




terça-feira, 19 de abril de 2011

A Lua... Entre O Ser Quem Se É















Sutil... escondida sempre a observar...
Oh! Lua... explique-me a mim mesma!

Vive triste na constelação em cruz
a guerreira que em ti a força encontrava.
Tornei-me de mim mesma uma escrava!

Vê? Sequer reconheço o próprio corpo
entre ásperas e negras árvores correndo.
Ah... o que pode estar acontecendo?!

Dor... ainda o pesado ar da solidão...
e o calor ácido da lágrima acre...
Por orgulho não escapa nesse massacre!

Oh! Lua... espectadora desta batalha perdida...
Volto a ti procurando uma saída!...
um colo, um sonho, uma terra não erma...

Oh! Lua... explique-me a mim mesma!

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Ouvindo: Somos quem podemos ser [Engenheiros do Hawaii]



Fernanda de Lima Almada
19 de abril de 2011
17:34h



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

EXTRA-ORDINÁRIO



















Insano vampiro que entre doçura e crueldade
repousa silencioso no ventre do tempo;
Ainda carrega nos olhos o sabor do enigma
e na boca a melodia do eterno tormento.


Estaca do estático cravada no peito pálido.
- E mantém o mesmo semblante vil e ávido
sem lamentar ao tempo ou à triste sorte
a suspeita e o prenúncio da própria morte.


E desperta naquele feroz ritmo sem limite
de corpos e olhares mergulhados na tempestade:
- Oceano que arde e goteja o suor da insanidade.


Já, da noite, as mesmas estrelas além da chuva
lamentam em coro ao ofuscar o brilho da lua:
"- Esgotou-se todo o momento de ser sua?"




Fernanda de Lima Almada
09 de fevereiro de 2011
23:47h


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Ouvindo: Angel _ Within Temptation




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Obs.: Agora também no {ainda estranho} facebook... O_ô
http://www.facebook.com/Fernanda.de.Lima.Almada

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sobressalto




Do abismo lânguido e pálido
entre o toque, o abraço e o além
à razão que persiste, insiste e controla
o descontrole do tempo e do espaço
das fagulhas coloridas de um só verso mudo
que descreve em vão a verdade absoluta
da consciência noética e o ardor desesperado...

Ah... o olhar amedrontado!

Passa a fração eterna de um minuto
na loucura da realidade paralela...
na memória clara do amanhã abastado
pelas gotas geladas da chuva de desejo revelado...
...e o vazio tempestuoso de um beijo não dado...



                                             Fernanda de Lima Almada
                                             01 de janeiro de 2011
                                             13:32h






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E Feliz 2011...