segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Carta...






Ainda que movendo moinhos “desletrados”
valendo-me da fábrica do trabalho comum
confesso um eu triste.

Melancolia da solidão...

Abandonaram-me.
Foram embora as palavras e cadências...
o ritmo e a rima...

Nunca vesti a blusa amarela de Maiakovski...
E, sem dizer adeus,
vi partir aquela qualidade de “poeta operário”.
Não mais em mim encontro o atributo...
para a beleza e a suavidade da poesia...

A ausência...
Angústia da carência do verso.
Falta-me o verbo.
Excedem-me as lágrimas.

Não gosto de espadas e dragões...
Prefiro esperar pelo mais logo sentir num abraço
o perfume de suas asas de anjo-poeta.




                                                               Fernanda de Lima Almada
                                                                  13 de dezembro de 2010
                                                                  10:34h

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Ouvindo: Everything [Anathema]

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amor de cachorro













{Imagem do filme "Todos os cães merecem o céu}


Gostava tanto dela que lhe dava amor
não importava a sua idade.
Sua morte me deu tanta dor
e vai me deixar com saudade.


                                   Larissa Abdalla Rossi - 11 anos
                                          terça-feira, 21 de setembro de 2010
                                          17:16h
                                           Conquista - MG
                                                   


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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SensuaVidade


"Pouco adiantou
acender cigarros
falar palavrão
perder a razão.
Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém, 
mas sou como os outros
que não são ninguém."
[Perdendo Dentes _ Pato Fu]









Viver utopia ativa em devir criança
Inocência, liberdade, bloco de infância.

Não sou atropelada por um triz.
Tropeço na pedra, na calçada, na raiz...

Ponho o dedo no nariz!
E às vezes até falo de boca cheia...
além de beber aquele caldo gostoso no prato!
Mas a solidão não me chateia.

Não vejo o olhar perverso no ato...
E feito criança perdida
não encontro a saída
do que oprime, reprime e sufoca.

Com ou sem verbo, berram e exigem:
"Conter-se! Reter-se!
Moderar-se! Adaptar-se!"

E sem perceber, não quero contrariar...
nem o contrário...
ou o avesso... ou o inverso...

Um universo contr(a)overso
contra a prosa, a poesia, o sonho, a suavidade...

Não... não sei viver essa realidade...

                                                                      Fernanda
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18:52h
Ouvindo um silêncio triste.


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terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Internacional do Rock!



\m/
















OW, YEAH! \m/


Torpe, contínuo e sem idade,
O primeiro acorde e o arrepio:
Notas de sensibilidade.

Além de Filosofia, Arte, Cultura...
é a fonte, o vício, o marco, a Lei!
Extravagante pra criatura imatura...

O Som que sobrevive sem a comum morada única,
ressoando em toda circunferência do mundo...
Ultrapassa muros e espinhos e oferece, sem súplica
sua verdade em doutrina; um meio profundo.

E quando na solidão a verdade mergulha
é na música que busco aquela fagulha
de esperança, conforto, prazer e amor.
A melhor companhia... com ou sem dor.



Fernanda de Lima Almada





















Ouvindo: Love Thing [Joe Satriani]

\m/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

"O Mundo" e "Um Carro Voador"

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Poesias de:

Ariel Santos Barcelos - 10 anos
{Minha prima/afilhada linda e poeta e rockeira!}














>>


O Mundo

O mundo
é a minha casa
e dele so saio
se for astronauta da nasa.

O mundo
é a nossa vida
e escrevo isso
enquanto dou uma lida.

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>>

(Poesia que ela escreveu para um tema da escola:)


Um carro voador

É um carro bacana
ele está a venda 
na rua das nuvens
tratar com Brenda.

Tem janelas e portas de diamantes
também os bancos brancos 
com detalhes
que são todos brilhantes.


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 ORGULHO!!! *.*

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pelas Fissuras da Rocha














O balanço do ônibus sempre me fez sentir aquele enjôo; mas no dia em questão, imerso na solidão acre, rouca, o desconforto foi apenas fundo das figuras dançantes na paisagem dominical que bailavam impetuosas diante de meus olhos.

O ilustre desconhecido não intimidou com seu chapéu encardido, lenço e facão. Parecia não desejar nada além de mais alguns poucos instantes de descanso e não conseguiu dizer com palavras, mas foi a mesma boca que contou... Pela baba que deixou gotejar em meu ombro almofadado.

Já em meu destino, desci e caminhei a lentos passos tranquilos, um curto caminho de tantos ares e eras, naquela estrada fendida pelo sol e ventos de agosto, percebendo nos meus óculos de míope a alegórica poeira de terra avermelhada... O mesmo rubro alaranjado das pinturas de Hélio Siqueira.

À beira do rio, de pé no chão e olhos cerrados, pude ouvir o som tribal, em sua língua que meu devaneio compreendia, a clamar o nome de “água cristalina”. E imerso em uma viagem quimérica, fixei o olhar numa rocha peculiar, viva, em que, superficialmente, arabescos graciosamente se moviam. Intrigou-me. E o frio que me subiu pelas pernas não vinha só da água da cachoeira. Cheguei mais perto.

- Conto séculos desde o último olhar semelhante a este, meu jovem e terno observador.

- Enquanto em rocha milenar, imaginei que seus admiradores seriam numerosos e constantes.

- Ah, meu caro... Torna-se obsoleta a fissura comum entre abundantes e formidáveis vestígios da antiguidade. Sou apenas um amontoado de frestas banais em meio a ossos, garras e dejetos decompostos e eternizados nesse sistema natural. Sendo assim, são poucos os olhares a mim dirigidos, e pela condição de raros, valiosos. Alguns vêem, mas temerosos, como aqueles ao se depararem com os defuntos nas inúmeras e sobrenaturais histórias extraordinárias que percorrem com afinco a cidade e seus arredores, preferem desprender-se daquilo que seu imaginário faz questão de instigar... Mas não sinto em sua matéria resquício algum de tal medo.

- Confesso perplexidade, contente perturbação, porção de loucura, liberdade e ansiedade pela máxima extensão desse momento onírico fantástico. Com suas arguciosas palavras, até onde pode me levar?

- Vejo que é corajoso. Há muito não tenho o prazer de companhia tão honrosa. Mencionei que, ao longo dos milênios, tenho sido pouco observada, no entanto sempre estive atenta às variações, desde o período em que tudo não passava de um gigantesco oceano, tão profundo quanto sua presente emoção humana.

- Penso sobre a efemeridade de um sopro e o imaginável tempo consumido até a efetivação de tamanhas minúcias e alterações naturais...

- Pois eu admiro a eficiência humana em produzir, reproduzir-se, organizar-se, mesmo que às vezes, com lágrimas nos olhos tristes, cansados ou decepcionados. Por aqui, vi e ouvi a composição de cantos tupis, os mesmos que ouviu a pouco, ressoando dentro de si; e muitas estações depois, homens fardados exibirem seus instrumentos a passar, caçar, guerrear e até mesmo a poetizar.

Enquanto ouvia aquela voz sem som, percebi que o sol não era suficiente para aquecer; eu almejava mais saber e somente esse esquentaria aquela estranha frivolidade interna.

- Ora... Enquanto me deslumbro com as paredes vitrais do imenso aglomerado de comércio e lazer, você presenciou as primeiras pedras, taboas e tijolos aqui dispostos!

- Não se considere menos digno, meu jovem. Estou fadada, se intocada, a velar e participar das mudanças até o fim dos tempos. Foi assim quando via aqui passear aquele gigante pescoçudo e continua sendo a sina de hoje, no tempo em que existe a moeda e é atribuído o valor de ouro a esse outro quadrúpede guampudo.

- É uma conversa abstrata demais para minha estrutura mental humana tão comum. Afirmo sem embaraço a dificuldade de imaginar a presença em tantos acontecimentos... Eu mesmo me sinto já abestalhado quando me inundo daquele magnífico mundo teatral erguido aos modos do tão próximo século passado! E ainda mais atônito naqueles breves e saudosos momentos em que encontro a restauração de obras arquitetônicas apenas algumas décadas mais antigas do que aquela!

- Essa sensibilidade típica, creio que não encontraria em outros espaços, em qualquer que fosse o tempo. É só aqui e entre vocês que se pode ver e ouvir a beleza do verdadeiro som da viola e das diversas vozes e cores das folias de reis...

- Quantas riquezas além, quantas possibilidades e potencialidades. E enquanto tudo isso podemos natural e rotineiramente experimentar, muitos de nós, filhos desse chão, lamentavelmente desperdiçamos preciosos segundos de nossas vidas aceleradas nutrindo a discórdia e criando informais e vãos debates...

- Valoriza sua terra e tudo que ela oferece. Vá.

Em recordação, senti nessas suas últimas palavras. Retornei, ainda que contra meu legítimo desejo. Talvez nunca tenha saído, de fato, daquele lugar.

Mas após toda ilusão, realística ou não, só anseio pelo cheiro doce da minha cidade, por essa brisa confortadora, meu pão de queijo com café... e nada mais.


Fernanda de Lima Almada
13 de maio de 2010
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Conto escrito para o Concurso de Contos Uberaba 190 anos de História e Cultura.


O resultado saiu hoje... e eu tive o desprazer de receber o seguinte e-mail:

"Prezado autor,


Agradecemos profundamente a disponibilidade de Vossa Senhoria em participar do Concurso de Contos Uberaba 190 anos de História e Cultura.

Tenha certeza de que gestos como esse enriquecem nossas ações e são um grande estímulo para que continuemos trabalhando em prol da cultura, em nossa cidade e, por que não, em nosso país!

De acordo com critérios relacionados ao talento literário, com critérios estabelecidos no regulamento e conforme o item 3.2 desse documento, lido e – automaticamente – acatado por Vossa Senhoria, a Comissão Julgadora concluiu não haver, em nenhum dos textos concorrentes, algumas condições essenciais à laureação, reservando-se ao direito de não selecionar nenhum conto para os prêmios previstos.

Atenciosamente.

Comissão Organizadora do Concurso de Contos Uberaba 190 anos de História e Cultura"


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Ao ler essas palavras, confesso que as recebi como um desrespeito, um descaso.

Não totalmente por mim, pois tenho consciência de que meu "pseudoconto" não está à altura de tal concurso, mas pelos autores "de verdade" que, sem dúvidas, escreveram boas produções.

Assim, nós, os "prezados autores", como a maioria daqueles imbuídos do espírito da arte,
para ela apenas  permanecemos felizes e sorridentes...
enquanto tristes e lacrimejantes frente à hipocrisia que insiste em nos cercar...

E essa é a cidade que deveríamos retratar em nossos contos...

(...)
Se sobre a verdade fosse escrito, seria merecedora do primeiro lugar?!

HÁ!


¬ ¬'

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Ouvindo: ThereIn _ Dark Tranquillity

terça-feira, 18 de maio de 2010

Diário de Luta

















Imagem: Geopoliticus Child Watching the Birth of the New Man [Salvador Dali]


Na penumbra do quarto escuro
sujo, úmido e solitário...
Vi passarem nas frestas as sombras...
Essas sim fantasmagóricas.

Delírio é a camisa de força que não permite criar.
Doidice é o muro alto que não tolera a beleza do mundo e o perfume das flores...
Desvario é a impessoalidade...
Alucinação é a solidão!
Um aglomerado de puro desatino!

E quando ouço, é nítido.
E quando vejo, é claro.
E quanto sinto, é além...

Aquele frio que enlaçava e cortava os pulsos
hoje é calor humano que aqui conforta e liberta.
E daquele instante de loucura destrutiva
agora se dá a vida, a paixão e a criação...

E eu, dono de mim,
componho com tinta, papel, música e poesia
dias cada vez mais leves, livres e coloridos.

Fernanda de Lima Almada
17 de maio de 2010

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18 de maio: DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

"NA MENTE HUMANA,
A CONSTANTE NECESSIDADE DE SER LIVRE!"
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

De Olhos Abertos



















Rasgo a sombra desta obra espetacular
iluminando os olhos de sua triste face...
E, tão logo, poderia eu imaginar
encontrar-me radiante por quem supera o imaginável?

Além das crédulas possibilidades...
Assim espero não despertar...
...se é que apenas sonho...




Fernanda
05 de setembro de 2007

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sobre e Para minha irmãzinha do coração...













Ela é uma mocinha...
e ela é um mulherão!
Ela ama caipirinha...
e ela gosta de feijão!  


Tem uma risada engraçada...
e às vezes não se controla!
É só dar uma pequena olhada
que ela até chora, deita e rola!  


Em todo filme ela dorme...
É difícil fazê-la assistir. 
E seja no que se transforme...
ela quer sempre ver alguém parir!  


Ela queria uma calça por mês!
e nem quer saber de jogar xadrez...
Ela não acredita em dinossauro...
e nem se interessa pelo "minotauro"...


É tão difícil ficar dela assim distante...
mas quando nos encontramos é radiante!
Na parede do quarto o papai dá uma leve porrada,
porque nosso papo sempre vara a madrugada!!! 


E quando eu penso nessa irmã que chora a toa...
fico feliz, pelo quanto a vida foi assim, tão boa
quando a fez nascer da mesma barriga de onde eu vim.
É... mas a gente podia ter balanceado no manequim...  


Agora chega dessa rima triste...
da irmã que em ser "poeta" ainda insiste!
E não se esqueça que cada vez que eu exclamo
é para reforçar que muito muito muito te amo!!! 








Obs.: mesmo com tanta atividade... estou morrendo de saudade! 
09 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Aos Amigos do CAPS Maria Boneca















Não um Adeus; um Até Logo



Em tempos de máscaras e samba
com papéis, tintas e pincéis...
entre luas e estrelas...
brilhos e loucura...

Aprendi a ser palhaça
e até saltitante boneca
cedendo, aos pulos e danças,
à avenida em nossa festa.

E, com os dias, fui a professora,
abóbora podre e altiva...
e sempre... a menina da poesia.

No canto do passarinho,
seja beija-flor ou patativa,
encontrei a pura simpatia...

E o olhar, sorriso ou abraço,
que, com a prática do coração,
aqui supera qualquer teoria!

A potência, a criação...
Liberdade, emoção...
É... isso foi mais que sedução...

Amor Real... e Eterna Paixão!






Amigos,

O tempo que passei com vocês
foi de inestimável valor...

Aqui, sinto que estive na melhor das escolas...
Ensinamentos de vida... para a vida...

E sentirei saudades...
aquela saudade doída...
mas que traduz o quanto os amei e amo.

Obrigada.

Por tudo, obrigada.

Obrigada além das palavras.

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Fernanda de Lima Almada
07 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Go(s)ma de Mascar




















Quando olhei a prateleira farta
entre tantos que nem sei....
Todos aqueles em que nem reparei...

Este me querendo...
e eu desejando o outro:
Menta ou Morango?

Aquele me capturou
com o frescor anestesiador.

O êxtase...
Quando o despi por inteiro, sem pudor,
e passei a conhecer sua essência...
o cheiro... o ardor...

E na dança frenética
de língua, dentes, saliva e torpor...
Não sei ainda se mastiguei ou fui devorada...

Agora
continuando o movimento constante...
sem cor... sem sabor...
sem excitar...
Só faz doer esse maxi-lar.





Fernanda
02 de Abril de 2010
7:17h
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Obs.: Num ônibus parado... com o pneu furado...
e ouvindo: Burden _ Opeth

domingo, 14 de março de 2010

Em Viagem Além-Literal














Pela janela
tudo corre
e a vida parece parar
Quando o por do sol é,
lá longe,
admirado
e o pensamento volta,
como eu faço agora.

O céu do meu destino está cinza
e quando olho para trás
vejo o mesmo, azul, que insisto em abandonar.

Ouço Baleiro me dizer
"Eu não quero ver você cuspindo ódio..."
Contenho-me
Mas a aparência nada de real traduz.

Encarei a morte do inseto
pela asquerosa língua do sapo,
a efemeridade da borboleta,
o patético mecanismo masculino...

Lamento.

Não pude ensinar... Aprendi.

E, quando em desespero, busco pelo mestre
encontro a decepção, a frustração
e a triste idéia...

Sem calor, sem brilhar, sem saber...
Sem sabor, sem olhar, sem querer...

Tentei sozinha sustentar a relação enferma
mas o câncer se espalha aos passos da mágoa amarga
e juntos, apenas assistiremos a morte tudo levar.


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Fernanda

quarta-feira, 10 de março de 2010

Do encontrar-se ao se encontrar



















Tentou resistir... mas era mais que tentação...
Era necessidade!
As curvas sem sentido desejavam a forma desconhecida...
Forma desconhecida era o que via além do espelho.

Aqui e agora: Liberdade! Vida!
que vão embora com o chamado
e dão lugar ao ser-fantasma
que passa...
vaga...
E aguarda a noite sem saber porque...
E percebe a infinidade de bagatelas...
e sente orgulho...
e sente vergonha...
e se emudece.




Fernanda
08 de abril de 2009


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Ouvindo: My Song Of Creation _ Xystus e US Concert

sexta-feira, 5 de março de 2010

Agradecimentos / Convite de Formatura


Imagem: Beija-flor cósmico  [fonte:http://www.obarcobebado.com/2008_01_01_archive.html]



Mais uma pétala se forma na singela e negra flor.
Cada célula tenta descrever sua trajetória
calçada em desafios, peleja, entusiasmo, Amor...
cravados no percorrer de uma vã memória...

Negra flor de perto e longe procede...
Seus protetores de corações partidos e reconstruídos
muito além de apenas “vida” lhe concede:
Exemplo, dedicação, força imensurável, Amor doído...
(Obrigada, Papai e Mamãe... mais que Obrigada...)


Negra flor que sente saudades...
dos sorrisos e lágrimas felizes e abestalhadas
partilhadas com aqueles, que mesmo distantes
sempre mantiveram suas mãos afagadas.
(Obrigada, irmãos... Dany e Dudu)


Negra flor que foi encontrada...
e salva das garras do mundo de horror
por aquele que mais que se importava:
Sempre presente em companhia, colo e Amor.
(Obrigada, Léo...  meu Amor...)


Negra flor que foi acolhida...
Por quem fica, já se foi ou está de partida...
Por quem sabe que é querida
Por quem esteia e partilha a felicidade e a torcida.
(Obrigada, Familiares)

Negra flor que entre tantos pôde eleger
aqueles a quem chama de “irmãos escolhidos”.
Aqueles cúmplices e unidos não só no aprender
Para quem afeto e cooperação não têm apelidos.
(Obrigada, Amigos)


Negra flor que foi instruída pela verdade.
Afetuosamente ensinado foi o caminho
trilhado pelo respeito, entusiasmo, dignidade...
bem como pela paciência e pelo carinho...
(Obrigada, Professores)


Negra flor que não teria pétala tal,
não fossem aqueles que nela confiaram
e puseram suas vidas de maneira tão formal
nos braços tais aos quais ambos dedicaram.
(Obrigada, Pacientes)


Negra flor que tem como certa a incerteza,
que como amanhã tem uma incógnita a fervilhar.
Mas... esta  pétala negra é uma vitória!
E dela, enfim, podemos nos orgulhar...
(...)

Fernanda
16 de setembro de 2008

Vigília Letárgica

             

  













Imagem: Capa do CD "Watershed", da banda "Opeth"




             Rubra chama que se destaca em meio às memórias... Sutil e intrigante... Simples e complexa... Dança com o vento brando e faz deste seu escravo... doce e desejante...
         No ar... mórbido aroma nostálgico... o qual ressuscita o que há muito estava profundamente enterrado...
               Longas garras pontiagudas... cravadas cada segundo mais fortemente no rijo e pálido peito...
       Agora o rugido... proveniente de uma voz fascinante... e essa melodia melancólica... e ruídos persistentes... fantasmagóricos...
        Cansada... Importunada por tantos detalhes já insuportáveis que envolvem este mundo no qual a aprisionaste!
                E numa madrugada eterna... encontra-se sem forças para escapar desta vigília letárgica...
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Fernanda

12 de agosto de 2006


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Agonia

 
Imagem: Autor desconhecido




Olhos negros esfumaçados que nada escondem.
A alma aturdida por tanto mal que absorve
de todo em torno que julga e move
duras palavras que cortam e afligem.

A boca pálida e trêmula nada resolve
e não desiste após cada tentativa
de se mostrar e não ser repreendida.
Mas se frustra e forte o mesmo promove.

A entrega que vale tudo e nada
E o porquê de ser tão incomodada
pelo dilema de ser comum e Amar!

E perante esta realidade sem sentido
o que mais poderia ser respondido
a essa vida que logo há de se findar?!


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 Fernanda
Agosto/ 2008