quinta-feira, 2 de outubro de 2014
ReEncontro
Olho e admiro
até o espaço que posso alcançar
- horizonte a sentir.
Cada sussurro que consigo ouvir
SOU EU -
Esse todo que me envolve
é um emaranhado de mim.
O movimento que não desiste
- também a contragosto? Quem sabe?... -
É vida que insiste e impulsiona.
ContinuAR...
aMAR.
Ao mar.
Que sua melodia ensurdeça esse grito mudo
e sua brisa eleve o coração que flameja.
Que SEJA
o reflexo do brilho de Lua Cheia em poucas nuvens
iluminAÇÃO
que agora me alcança
me banha
me seca essas lágrimas
...como se não fosse a primeira vez.
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Fernanda de Lima Almada
07 de setembro de 2014
18:47h
Ubatuba/SP - Brasil -> Meu (re)encontro com o Mar.
sábado, 30 de agosto de 2014
EnFIM...
Procuro pelas palavras
que agora só de longe acenam
Minha miopia não enxerga e ressoa:
"Alcançar antes de cansar"
Corro,
já fadigada,
contra o peso dos anos,
- esses fartos enganos -
contra os ventos no espelho
contra a emoção que me falta.
Insisto:
"Ver-me!"
No reflexo:
"Verme"
Instinto...
Não me surpreende a distância
- repugnância -
desses olhos sem brilho de vida
anúncio de partida
do que já não volta
com o próximo crepúsculo vermelho
ou lábio vermelho
- em vão -
Esconderijo do não dito
Túmulo de dor e derrota
da coragem mais covarde
- Sem alarde -
de não escolher "viver ou morrer".
Existir.
Movimento limitado
fadado ao erro, insulto e desvalor.
Estagnar -
Colher sem plantar
o mesmo de ontem, hoje e amanhã
com esse corpo que não mais vê além
não imprime luz, cor e som,
deixou de ser palco dos sonhos,
fantasias delirantes, liberdade...
Triste é assassinar a própria utopia
Personificar ausência de alegria.
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Fernanda de Lima Almada
30 de agosto de 2014
21:13h
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Sobre a vida [e não viver...]
Cheiros amargos e gostos em cor
por luzes estridentes,
sons ofuscantes,
compassos sem harmonia...
Com passos de desilusão.
Lógica? Estética em desrazão.
Sem leveza ou gratidão.
Sem paixão
mais um dia opaco.
É fragmento.
É caco.
Agonia no ar,
no sangue ainda pulsando
nas dores da voz
no ritmo dos músculos.
Vida em túmulo.
Abandonaram-me os prazeres...
ou eu os expulsei
ao desejar demais o impossível
das palavras
dos afetos
do corpo
de ser
do vivo-morto em mim que diz:
"Não há escolha:
- Colha
Dessa vida que não vale nada
e custa caro".
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Fernanda de Lima Almada
13 de agosto de 2014
12:27h
.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
AMARgo
Preenche minha solidão
com o aroma em sequencia melódica
cada gota quente e forte
bailando na cadência da fumaça
que engraça qualquer dor ou desgraça
quando obedece meu sopro em fervor
dissipando essa dor do dia
com o brilho de estrelas foscas
em companhia da lua cheia de fendas
que entrega o ápice da dança
de meu tesouro sem prestígio...
Café, minha poesia líquida,
suas palavras em silêncio dizem
que é preciso beber a vida -
Amar e saborear com gosto -
antes que o tempo lhe tire o calor
e na xícara esquecida e inerte
repousem somente frio e amargor.
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Fernanda de Lima Almada
Uberaba, 20 de junho de 2014
17:32h
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Es-curo
Pintaram minha esperança
e não pude escolher as cores
e esses respingos amargos
Carregaram os sorrisos de mel
o olhar azul do monte...
Brilho da criança
- a doce guardiã
dos sonhos de vidro
com cheiro de amanhã...
E a luz que sussurrava o caminho
definhou com o discurso
- mesquinho -
a palavra que não sai da garganta
e planta
no cerne nevrálgico
a próxima e triste desordem...
do rio que corre trágico
mágico
ao fim da melodia desconcertante
mas que conforta
concernente
Sua última página
livremente...
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Fernanda de Lima Almada
Uberaba, 18 de junho de 2014
19:46h
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
quarta-feira, 4 de junho de 2014
AMor teSe Cura
Sete cordas não tocariam
a intensidade de se ser.
E sete dias não bastariam
o desejo de encontros e viver.
Sete noites não esconderiam
tantas estrelas quanto querer
de força entre nós
Palavras
A sós...
Nesse intervalo humano
sem cor ou expressão
das sete vidas do gato
não reduzindo a um fato
o que não se mede em partilha.
Concede a honra da companhia
tão vazia quanto o ventre
que recusa a ir além.
A quem?
E o vento leva sete anos
nas folhas de um outono frio
às margens rasas do rio
Onde miramos e entregamos...
Por um fio...
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Fernanda de Lima Almada
Uberaba, 04 de junho de 2014
16:38h
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Esquiva no ArreDOR
Partícula invisível toca o ser
e o outro
articula saber
- Encontro sublime -
Estar
entre palavras
olhar e sentir
o dito além do discurso
do curso
forte e infante.
Imersa no instante
sem escudo
escuto
o que poderia ser só silêncio.
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Fernanda de Lima Almada
29 de maio de 2014
00:31
Imagem disponível em:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ4NeW2Os8GYo8axejRxNBGKSyK2B5CsVQL2tzenUyCDhbum97cDM31_pfe4FPEikHP3nJb2QI3TEWKwSnXoQPK3ITmOIZg5EocufzZskny5Da6KeDINvpLkeEUiFchvq0mk8zYePKKXg/s320/Buddha3-3.JPG
terça-feira, 20 de maio de 2014
Que-da
(Imagem: Queda Livre, de Luana Santos.
Disponível em: http://penseforadacaixa.com/wp-content/uploads/2013/07/queda-livre.jpg )
Colo sôfrego -
um manto
um mantra
um canto...
Cala!
Questiona a dor no peito
Inflama o riso
Encerra
é o choro que implora:
- Há de abandonar o que nega
enquanto finge que não e o que vive
Cega.
O vento frio paraliza
O ideal não realiza
- Não enxerga a inocência...
E no vôo livre da lembrança
o cheiro triste do silêncio
d'um caminho sem esperança.
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Fernanda de Lima Almada
20 de maio de 2014
21:32h
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Não é Esse o Frio Que Aconchega
O vento corta o rosto
Dilacera as mãos
- o descoberto.
Descobre o oculto
- o culto -
que esconde
- tentou mascarar -
com sorrisos de falsa esperança
o olhar ignorando a lembrança
e o ato.
Rosto de santa.
Percebe, sente, canta...
Atua
Ninguém vê.
Não se espanta.
Enche o peito de ar
- ardência.
Descobre-se imunda,
inundada de carência; Levanta.
Enrola-se com a mesma manta
de suportar o mesmo frio amanhã.
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Fernanda de Lima Almada
13 de maio de 2014
23:50h
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Distante
O rio’nde codifica
fica.
É fixa
memória imutável
antes de amanhã.
É tempo e imagem
distorção da lembrança
- o fio.
Depois de ontem
o frio.
Cores e texturas
perfumes e azar
Olhar...
Não imagina. Forja!
Foge.
Em segredo
implora.
Hoje é agora.
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Fernanda de Lima Almada
Fernanda de Lima Almada
25 de abril de 2014
23:49h
Uberaba/MG
sexta-feira, 14 de março de 2014
Hoje e Só!
Chora.
Ora.
É hora
Palavra é necessidade
Agora!
Palavra escrita.
Palavra dita é vazia
é pouco
Som oco.
Preciso da letra
da magia que compõe o símbolo
da cadência suave particular
interna
terna.
Cor que transforma noite em dia
O olhar vago que denuncia
o passar de mais e outras
horas sufocantes
Antes
do giro derradeiro
Ponteiro que aponta
à ponta do espelho
o reflexo insatisfeito
Fei[t]o.
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Fernanda de Lima Almada
Uberaba/MG
14 de março de 2014
21:46h
segunda-feira, 3 de março de 2014
Su-ave
Quero asas
frio na barriga
brisa no rosto
o acelerar do coração...
Redesenhar o passado
- cores livres e encantadas -
sem a solidão da estrada
- culpa da imperfeição
Amarra, autoexclusão...
E se me escapar esse temor
que não volte!
E ainda que eu lhe falte
enterro sua sorte!
Nesse duelo, estagnada.
Como ser forte?!
O corte!
- Fogo cruzado -
Amor e Morte.
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Fernanda de Lima Almada
03 de março de 2014
10:56h
___________
* http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
SILÊNCIO
Não é chuva o brilho
e o estrondo em sequência.
É demência.
Lá longe o cachorro late
Ali no bar, um combate
- uns correm e o outro apita.
O carro passa,
a música fica
e as pedras cantam
A vizinha grita.
E inquietude é aqui:
Trêmula,
Falta-lhe o ar
Não sabe onde pode estar.
Tenta, mas não, não esquece.
É o pensamento que ensurdece.
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Fernanda de Lima Almada
24 de outubro de 2013
00:45h
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
MAIS VELAS
Mais linhas no reflexo
Vôo baixo.
É muito quanto
pra pouco quando.
Pesam seus ombros
Pisa.
É cor que passou
em sorrisos contidos
Tidos como tristes
- erros em sucessão.
Abraça a memória
Captura uma estrela
Acende um cigarro
- o gosto da juventude -
Vontade de libertação.
Liberta a ação
Já que, sem sonhos,
só deseja adormecer.
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Fernanda de Lima Almada
02 de outubro de 2013
00:28h
*E parabéns, hoje, para mim e meus 27 anos... -_o
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Iminência
Linhas mal traçadas
por mãos e olhos frios
em tranças de curtos fios
inertes.
À minha volta
pouca verdade
Sentir é irrealidade
Jamais a real idade
E ouço
- é louco!
E penso
- É Pouco!!!
Surto e arrepio -
É o saco cheio desse vazio.
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Fernanda de Lima Almada
27 de setembro de 2013
15:06h
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Triste Amanhã
Letras que brigam
Lado a lado
formam
transformam
inventam
a fantasia do pensamento
que canta -
triste
inerte
impotente -
ainda o desejo do devir-heroína
Além
muito além do que o espelho reflete
Pó encapsulado
Derrotado.
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Fernanda de Lima Almada
25 de setembro de 2013
20:35h
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
TROCA
Vai
Corre
Convoca
Empresta o que não tem
além da cota
Escuta
Toca
- e autoataca.
Cata o que lhe resta
- oca -
soca no bolso
taca na cama
- oculta.
Fecha a boca
engole seco
contorna a forca
mas o amanhã cerca
teima
acoberta
Provoca.
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Fernanda de Lima Almada
09 de setembro de 2013
20:32h
domingo, 8 de setembro de 2013
(Meu Des)encanto
Peito que dói.
Suspiro apertado
quente
demente
sentindo o peso do corpo
- vagão de um trem morto
no trilho escuro e sem volta -
brilha sozinha nas noites
e nos dias vence os açoites
com sorriso de força cósmica
que deixa a garganta ácida.
Energia dionisíaca que lhe falta.
Apolínea
hoje chora em companhia.
______________________________ _
Fernanda de Lima Almada
08 de setembro de 2013
20:51h
domingo, 18 de agosto de 2013
Silêncio em Suspiro
Tanta esperança
em dias escassos.
Muito olhar
pra pouca paixão...
Delicadeza
apenas nas nuvens...
Calor
só esse que sopro nas mãos.
Brilho?
Falta nos olhos... no sorriso...
e hoje não tenho estrelas.
No sonho de ser livre
me perco
na criança em mim
estou salva!
E enquanto milhões sorriem
por ter, por acaso e por nada
eu só quero ouvir a chuva na janela.
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Fernanda de Lima Almada
Araxá, 18 de agosto de 2013
21:21h
Sasuke
Aconchegou-se como quem se abriga
Com a delicadeza de brisa outonal...
e há quem friamente diga
ser apenas astúcia animal.
Com a cor da noite desfila serene
e exibe nos olhos o brilho da lua,
diferente dessa minha raça
que atua!
Cuida até quando pede colo...
E é compartilhado esse calor
É respeito
É carinho
É Amor.
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Fernanda de Lima Almada
11 de agosto de 2013*
23:43h
*Dia em que Sasuke e eu completamos um ano de vida compartilhada.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
ACIMA DOS OMBROS
Segue no ritmo do silêncio
- essa majestosa melodia.
Essência vazia
do tempo que arde.
Mas não deve ser tarde
para se lembrar do mestre:
- ao dizer em tom de feitiço -
"Só se associa a um tirano
um corpo submisso".
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Fernanda de Lima Almada
24 de julho de 2013
23:26h
domingo, 14 de julho de 2013
PART-ILHA
Sente e vê
tão profundos quanto
aquele leite no pires
este sorriso e todo encanto.
Desiste da espera.
Deseja partir.
Pra onde ir?
No sonho atravessa oceano...
Acorda e acorda!!!
"É excesso de falta!
Tanta falsa partilha...
De continente
não faço parte.
Sou ilha".
___________________
Fernanda de Lima Almada
14 de julho de 2013
11:11h
tão profundos quanto
aquele leite no pires
este sorriso e todo encanto.
Desiste da espera.
Deseja partir.
Pra onde ir?
No sonho atravessa oceano...
Acorda e acorda!!!
"É excesso de falta!
Tanta falsa partilha...
De continente
não faço parte.
Sou ilha".
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Fernanda de Lima Almada
14 de julho de 2013
11:11h
quarta-feira, 3 de julho de 2013
In-veja
Tanta peleja...
Suor que lampeja.
Veja!
E enquanto você boceja
aqui, lacrimeja.
Ah... Seja!
Vê, é...
e escolhe a mesquinhez.
Algum sentido?
Talvez...
- Sordidez!
In-veja.
A esse falso sorriso amigo,
digo:
"Há algo e alguém além...
além do seu umbigo".
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Fernanda de Lima Almada
02 de julho de 2013
23:59h
Tanta peleja...
Suor que lampeja.
Veja!
E enquanto você boceja
aqui, lacrimeja.
Ah... Seja!
Vê, é...
e escolhe a mesquinhez.
Algum sentido?
Talvez...
- Sordidez!
In-veja.
A esse falso sorriso amigo,
digo:
"Há algo e alguém além...
além do seu umbigo".
____________________________
Fernanda de Lima Almada
02 de julho de 2013
23:59h
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