quarta-feira, 26 de abril de 2017

Encontro / Encanto























Encontro
Encanto
- Reconheço você!
(No bom estilo do poeta).
E com você
E sobre você 
eu conto em cantos
e em todo coração
expressões de liberdade e leveza
de anos de encontros e reencontros
atravessados por afetos
- os melhores e mais intensos -
no plural que, espontâneo, cresce
Como deve ser todo Amor verdadeiro
que a cada dia floresce. 💕🌹



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Fernanda Almada

Uberaba, 03 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Diário de Luta













Na penumbra do quarto escuro
sujo, úmido e solitário...
Vi passarem nas frestas as sombras...
Essas sim fantasmagóricas.

Delírio é a camisa de força que não permite criar.
Doidice é o muro alto que não tolera a beleza do mundo e o perfume das flores...
Desvario é a impessoalidade...
Alucinação é a solidão!
Um aglomerado de puro desatino!

E quando ouço, é nítido.
E quando vejo, é claro.
E quanto sinto, é além...

Aquele frio que enlaçava e cortava os pulsos
hoje é calor humano que aqui conforta e liberta.
E daquele instante de loucura destrutiva
agora se dá a vida, a paixão e a criação...

E eu, dono de mim,
componho com tinta, papel, música e poesia
dias cada vez mais leves, livres e coloridos.

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Fernanda de Lima Almada
17 de maio de 2010
(e hoje e sempre!)

domingo, 10 de janeiro de 2016

MuDANÇA de OlhAR
























Sons e ventos
e a força tosca
de fiéis escurece_dores de cores,
Como espelho sujo
de reflexo enegrecido e fraqueza.
(Franqueza? Não, não...)

Basta!
Suspende o ato ilícito.
Suspende-se da cova!

"Covardia" - pensou.
A cova ardia!

"Adia a ação."
"Afia a língua."
(Agia em consonância)

Mas a ânsia ainda subia na garganta
(Como nada encanta?)

A dor era sim uma escolha.

"Recolha".

Expulsou e pulsou vida.
E em cada folha e verde
pôde ver, de longe,
repúdio ao discurso desdém
Daquele que se vê melhor e além
por vomitar ódio e reclamações vazias.

Eu?
Prefiro declamações!
Poesias!

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Fernanda de Lima Almada
Uberaba, 10 de janeiro de 2016 

sábado, 19 de setembro de 2015

"In Memorian" / O Susto
















Ainda ontem
ofereceu vida, 
perfume, cor,
sombra sob brisa de fogo e calor
Aconchego em atravessamentos do instante,
Alegria e suavidade entre concreto.
Afeto!

Hoje o sol queimou
sem suavidade meu caminho.

Magenta ontem alegre
hoje encharcado de morte.
E, tão logo, podridão.

Tiraram meu sorriso.
Mataram as cores e alegrias.
Arrancaram a vida do chão.

Ceifadas de destruição!
Devassidão!

Ingratidão...

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Fernanda de Lima Almada
19 de setembro de 2015, 19:36h
Rua Episcopal, bairro Mercês, Uberaba, Minas Gerais 

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Obs.: Foto feita ontem, antes de, para minha surpresa triste, assassinarem a árvore florida de quase primavera...
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terça-feira, 15 de setembro de 2015

[Sentiu luz - calor em cada poro - ]

























Sentiu luz - calor em cada poro - 
Já seu sorriso 
escondido 
em sombra de desesperança 
hoje, de novo, criança 
é brilho, harmonia, ritmo e sol 
em claves de solidão 
janelas de gratidão 
Em pulso e CORação. 

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Fernanda de Lima Almada 
Uberaba, 15 de setembro de 2015, 18:24h. 

https://www.instagram.com/fernanda.almada_psico/

http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

[É calmaria de trovão que abraça]


























É calmaria de trovão que abraça
e arrasta 
Afasta de encanto e desejo
Lampejo 
do olhar torto 
Horizonte morto e pálido
Ávido de Sonhos, Lagos, Ilha...

...mas se mantem em vigília.

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Fernanda de Lima Almada 

20 de agosto de 2015
01:49h

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Marco no Arco



























No atraso do outro
meu traço
em cores pela retina, pupila...
Arco-íris.

E feito Ísis que enCanta,
En-cor-AJO sonho e magia 
Natureza fértil e maTerna
pela palavra em toda (p)arte,
policromáticas,
a fitar-te.

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Fernanda de Lima Almada
05 de maio de 2015
15:56h

domingo, 19 de abril de 2015

EM MEU COLO-RIR



















Esse som encharcado não assusta.
A melodia de Terra Órfã me acolhe.
.

Sou abraçada pela solidão.
"- Vazio: é o que só lhe dão"
Escuto
enquanto observo cada imperfeição
harmônicas e Belas
no papel e no espelho
Produção!
É explosão e magia
entre afago de café
cheiro de cores
e gosto de alegria...
.

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Fernanda de Lima Almada 
19 de abril de 2015 
19:30h 
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http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

(d)EXISTIR(?!)



























Caminha
E consigo não se corrompe.

"- Ainda consigo!"

Mas sorrindo afável
chora.
Em si
não cala.

Doem já nos pés
cada calo.

É de PSI
COLO
GÔzo!
Amor!

É ALMA DA Flor
com doçura de Lima
Paixão pelo que vem (do) além.

Não suficientes aos que veem...

E ainda que essas gotas soem esperaça à sede
Luzes, de olhos ou relâmpagos,
salvação,
O corpo diz:
"- Hoje chove mais aqui dentro".

Ainda é verão...

Um dia,
ainda verão.

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Fernanda de Lima Almada

Uberaba/MG, 25 de fevereiro de 2015
22:09h













quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

{sobre a saudade de 10 anos sem a vovó}



















É quarta-feira de cinzas
mais cinza que o costume ou que o normal
que não chega triste pelo fim do carnaval
que não traz pesar pelo início de privações
pela quaresma ou quaisquer dessas ilusões.
.
Há 10 anos recebi aquele telefonema
em voz trêmula e gosto de lágrimas.
.
Hoje o dia é sim mais acinzentado
pelo céu nublado e lembrança triste
da dor egoísta e perda do colo
Fim do sorriso e da cumplicidade
do Amor, do carinho e do apego
da vovó que não me faltou um instante.
.
De tudo o que foi aprendido
Daquilo que foi além dos domingos
dos pães de queijo e purês de batata
Dos ciúmes e ditas predileções -
Cada segredo guardado
Cada abraço que permanece em mim
ainda apertado.
.
Vovó está aqui no que pulsa
na fragrância que chega inexplicável
nas flores que colheríamos juntas
Na saudade e certeza do que é imutável.


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Fernanda de Lima Almada
18 de fevereiro de 2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

- CÁminhos -





















Respira primeiras vidas de sol
cada um dos poros opacos.

Da manhã estes ares de abraço,
com olhos ardentes em mel,
narinas queimam 
- já o escasso.

Fracasso.

É frasco.
É fraco.
É rastro.

Dor de Quanto
De Nunca e Quando
De Amor que serve se Carinho
De Afeto que aceita se Cuidado 
De Amanhã que transversa Esperança
E tudo o que é sem ser:
- CamuflAGEM
- HipoCRISIa

Mas liberdade só é liberdade!
É-se livre apenas livreMente!

Já eu,
na utopia, sou,
do ser infalível,
sim e sempre,
substituível.

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Fernanda de Lima Almada

Uberaba/MG
31 de janeiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

.
























Tempo pra mais um sorvete.
Tempo para só ver-te!

Tempo para a possibilidade...
Tempo pra outra oportunidade.

Tempo pra ser hoje.
Ver agora.
Aqueles verão!
E Verão é instante!
Céu azul e Calor.
Cor.

Não dá pra voltar no tempo,
Mas dá pra sorrir atento.
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Fernanda de Lima Almada
Uberaba, 20 de janeiro de 2015
16:53h.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

DESEJO
















Força no olhar
do corpo em frágil aspecto
Que produz!
Seduz!
É luz depois da escuridão.

Vivendo em si,
seus Amores e dores
humanos e animais
- seu território sagrado.

Desejo
de cura
(Dê cura!)
Aqui dentro, implora:
Decora!
Dê-cor-a...

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Fernanda de Lima Almada
17 de dezembro de 2014
13:31h

domingo, 16 de novembro de 2014

CÁ-IR








Foi nesse tempo
- há pouco escuridão -
Há muito desejo de ir além da ilusão
Utopia
Maravilha
Encanto e mágica

Encontro em trágica página

Joguei à intensidade
da liberdade
do alívio
do descanso
e sem o gosto do oriente
fui em frente
de cabeça ao mundo de fantasias
Perdi fios e ganhei pontos [d]E Vida.

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Fernanda Almada
Uberaba, 16 de novembro de 2014 - 19:59h

{Dois anos depois um "tombo bobo de bicicleta"... Dois anos depois de um traumatismo craniano... Dois anos depois de um "hematoma subdural agudo"... Dois anos depois de poder haver "dois anos depois"}.

domingo, 2 de novembro de 2014

Em Vão


















Fonte da Imagem: https://www.flickr.com/photos/jonashfurlan/5052284232/in/photostream/


Hoje receberam flores
que morreram para celebrar o remorso
- expressar cada parte do destroço
do coração de quem se empresta
e se presta com vivas aquarelas.

Ironia.
Não viram as cores primaveris
Do céu as gotas não comemoraram
nem os afetos agora tardios
regados a lágrimas que deixaram.

Os corpos não puderam se abraçar
Não houve o fitar dos olhos,
tampouco o cheiro, a voz...

Nós.
Nós de hipocrisia.
Nós em eterna errância.
Lamentando sobre cerâmicas frias
toda não construção de alegria.

Escárnio!
Não sentiram os Amores!
Não hoje.
Não mais.

E hoje quem sente?
Os das fotos nos murais?

Se de novo não falhar
só este que está.

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Fernanda de Lima Almada
Uberaba/MG
02 de novembro de 2014
23:56h

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ReEncontro


















Olho e admiro
até o espaço que posso alcançar
- horizonte a sentir.
Cada sussurro que consigo ouvir
SOU EU -
Esse todo que me envolve
é um emaranhado de mim.

O movimento que não desiste
- também a contragosto? Quem sabe?... -
É vida que insiste e impulsiona.
ContinuAR...
aMAR.

Ao mar.

Que sua melodia ensurdeça esse grito mudo
e sua brisa eleve o coração que flameja.
Que SEJA
o reflexo do brilho de Lua Cheia em poucas nuvens
iluminAÇÃO
que agora me alcança
me banha
me seca essas lágrimas
...como se não fosse a primeira vez.

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Fernanda de Lima Almada
07 de setembro de 2014
18:47h
Ubatuba/SP - Brasil -> Meu (re)encontro com o Mar.

sábado, 30 de agosto de 2014

EnFIM...




















Procuro pelas palavras 
que agora só de longe acenam

Minha miopia não enxerga e ressoa:
"Alcançar antes de cansar"

Corro, 
já fadigada,
contra o peso dos anos, 
- esses fartos enganos -
contra os ventos no espelho
contra a emoção que me falta.

Insisto:
"Ver-me!"
No reflexo:
"Verme"

Instinto...

Não me surpreende a distância
- repugnância -
desses olhos sem brilho de vida
anúncio de partida
do que já não volta
com o próximo crepúsculo vermelho
ou lábio vermelho
- em vão -
Esconderijo do não dito
Túmulo de dor e derrota
da coragem mais covarde
- Sem alarde -
de não escolher "viver ou morrer".

Existir.
Movimento limitado
fadado ao erro, insulto e desvalor.

Estagnar -
Colher sem plantar
o mesmo de ontem, hoje e amanhã
com esse corpo que não mais vê além
não imprime luz, cor e som,
deixou de ser palco dos sonhos, 
fantasias delirantes, liberdade...

Triste é assassinar a própria utopia
Personificar ausência de alegria.

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Fernanda de Lima Almada
30 de agosto de 2014
21:13h

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Sobre a vida [e não viver...]












Cheiros amargos e gostos em cor
por luzes estridentes,
sons ofuscantes,
compassos sem harmonia...

Com passos de desilusão.
Lógica? Estética em desrazão.
Sem leveza ou gratidão.
Sem paixão
mais um dia opaco.
É fragmento.
É caco.

Agonia no ar,
no sangue ainda pulsando
nas dores da voz
no ritmo dos músculos.
Vida em túmulo.

Abandonaram-me os prazeres...
ou eu os expulsei
ao desejar demais o impossível
das palavras
dos afetos
do corpo
de ser
do vivo-morto em mim que diz:

"Não há escolha:
- Colha
Dessa vida que não vale nada
e custa caro".
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Fernanda de Lima Almada
13 de agosto de 2014
12:27h


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