terça-feira, 20 de maio de 2014
Que-da
(Imagem: Queda Livre, de Luana Santos.
Disponível em: http://penseforadacaixa.com/wp-content/uploads/2013/07/queda-livre.jpg )
Colo sôfrego -
um manto
um mantra
um canto...
Cala!
Questiona a dor no peito
Inflama o riso
Encerra
é o choro que implora:
- Há de abandonar o que nega
enquanto finge que não e o que vive
Cega.
O vento frio paraliza
O ideal não realiza
- Não enxerga a inocência...
E no vôo livre da lembrança
o cheiro triste do silêncio
d'um caminho sem esperança.
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Fernanda de Lima Almada
20 de maio de 2014
21:32h
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Não é Esse o Frio Que Aconchega
O vento corta o rosto
Dilacera as mãos
- o descoberto.
Descobre o oculto
- o culto -
que esconde
- tentou mascarar -
com sorrisos de falsa esperança
o olhar ignorando a lembrança
e o ato.
Rosto de santa.
Percebe, sente, canta...
Atua
Ninguém vê.
Não se espanta.
Enche o peito de ar
- ardência.
Descobre-se imunda,
inundada de carência; Levanta.
Enrola-se com a mesma manta
de suportar o mesmo frio amanhã.
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Fernanda de Lima Almada
13 de maio de 2014
23:50h
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Distante
O rio’nde codifica
fica.
É fixa
memória imutável
antes de amanhã.
É tempo e imagem
distorção da lembrança
- o fio.
Depois de ontem
o frio.
Cores e texturas
perfumes e azar
Olhar...
Não imagina. Forja!
Foge.
Em segredo
implora.
Hoje é agora.
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Fernanda de Lima Almada
Fernanda de Lima Almada
25 de abril de 2014
23:49h
Uberaba/MG
sexta-feira, 14 de março de 2014
Hoje e Só!
Chora.
Ora.
É hora
Palavra é necessidade
Agora!
Palavra escrita.
Palavra dita é vazia
é pouco
Som oco.
Preciso da letra
da magia que compõe o símbolo
da cadência suave particular
interna
terna.
Cor que transforma noite em dia
O olhar vago que denuncia
o passar de mais e outras
horas sufocantes
Antes
do giro derradeiro
Ponteiro que aponta
à ponta do espelho
o reflexo insatisfeito
Fei[t]o.
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Fernanda de Lima Almada
Uberaba/MG
14 de março de 2014
21:46h
segunda-feira, 3 de março de 2014
Su-ave
Quero asas
frio na barriga
brisa no rosto
o acelerar do coração...
Redesenhar o passado
- cores livres e encantadas -
sem a solidão da estrada
- culpa da imperfeição
Amarra, autoexclusão...
E se me escapar esse temor
que não volte!
E ainda que eu lhe falte
enterro sua sorte!
Nesse duelo, estagnada.
Como ser forte?!
O corte!
- Fogo cruzado -
Amor e Morte.
_____________________________
Fernanda de Lima Almada
03 de março de 2014
10:56h
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* http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
SILÊNCIO
Não é chuva o brilho
e o estrondo em sequência.
É demência.
Lá longe o cachorro late
Ali no bar, um combate
- uns correm e o outro apita.
O carro passa,
a música fica
e as pedras cantam
A vizinha grita.
E inquietude é aqui:
Trêmula,
Falta-lhe o ar
Não sabe onde pode estar.
Tenta, mas não, não esquece.
É o pensamento que ensurdece.
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Fernanda de Lima Almada
24 de outubro de 2013
00:45h
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
MAIS VELAS
Mais linhas no reflexo
Vôo baixo.
É muito quanto
pra pouco quando.
Pesam seus ombros
Pisa.
É cor que passou
em sorrisos contidos
Tidos como tristes
- erros em sucessão.
Abraça a memória
Captura uma estrela
Acende um cigarro
- o gosto da juventude -
Vontade de libertação.
Liberta a ação
Já que, sem sonhos,
só deseja adormecer.
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Fernanda de Lima Almada
02 de outubro de 2013
00:28h
*E parabéns, hoje, para mim e meus 27 anos... -_o
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Iminência
Linhas mal traçadas
por mãos e olhos frios
em tranças de curtos fios
inertes.
À minha volta
pouca verdade
Sentir é irrealidade
Jamais a real idade
E ouço
- é louco!
E penso
- É Pouco!!!
Surto e arrepio -
É o saco cheio desse vazio.
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Fernanda de Lima Almada
27 de setembro de 2013
15:06h
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Triste Amanhã
Letras que brigam
Lado a lado
formam
transformam
inventam
a fantasia do pensamento
que canta -
triste
inerte
impotente -
ainda o desejo do devir-heroína
Além
muito além do que o espelho reflete
Pó encapsulado
Derrotado.
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Fernanda de Lima Almada
25 de setembro de 2013
20:35h
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
TROCA
Vai
Corre
Convoca
Empresta o que não tem
além da cota
Escuta
Toca
- e autoataca.
Cata o que lhe resta
- oca -
soca no bolso
taca na cama
- oculta.
Fecha a boca
engole seco
contorna a forca
mas o amanhã cerca
teima
acoberta
Provoca.
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Fernanda de Lima Almada
09 de setembro de 2013
20:32h
domingo, 8 de setembro de 2013
(Meu Des)encanto
Peito que dói.
Suspiro apertado
quente
demente
sentindo o peso do corpo
- vagão de um trem morto
no trilho escuro e sem volta -
brilha sozinha nas noites
e nos dias vence os açoites
com sorriso de força cósmica
que deixa a garganta ácida.
Energia dionisíaca que lhe falta.
Apolínea
hoje chora em companhia.
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Fernanda de Lima Almada
08 de setembro de 2013
20:51h
domingo, 18 de agosto de 2013
Silêncio em Suspiro
Tanta esperança
em dias escassos.
Muito olhar
pra pouca paixão...
Delicadeza
apenas nas nuvens...
Calor
só esse que sopro nas mãos.
Brilho?
Falta nos olhos... no sorriso...
e hoje não tenho estrelas.
No sonho de ser livre
me perco
na criança em mim
estou salva!
E enquanto milhões sorriem
por ter, por acaso e por nada
eu só quero ouvir a chuva na janela.
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Fernanda de Lima Almada
Araxá, 18 de agosto de 2013
21:21h
Sasuke
Aconchegou-se como quem se abriga
Com a delicadeza de brisa outonal...
e há quem friamente diga
ser apenas astúcia animal.
Com a cor da noite desfila serene
e exibe nos olhos o brilho da lua,
diferente dessa minha raça
que atua!
Cuida até quando pede colo...
E é compartilhado esse calor
É respeito
É carinho
É Amor.
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Fernanda de Lima Almada
11 de agosto de 2013*
23:43h
*Dia em que Sasuke e eu completamos um ano de vida compartilhada.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
ACIMA DOS OMBROS
Segue no ritmo do silêncio
- essa majestosa melodia.
Essência vazia
do tempo que arde.
Mas não deve ser tarde
para se lembrar do mestre:
- ao dizer em tom de feitiço -
"Só se associa a um tirano
um corpo submisso".
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Fernanda de Lima Almada
24 de julho de 2013
23:26h
domingo, 14 de julho de 2013
PART-ILHA
Sente e vê
tão profundos quanto
aquele leite no pires
este sorriso e todo encanto.
Desiste da espera.
Deseja partir.
Pra onde ir?
No sonho atravessa oceano...
Acorda e acorda!!!
"É excesso de falta!
Tanta falsa partilha...
De continente
não faço parte.
Sou ilha".
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Fernanda de Lima Almada
14 de julho de 2013
11:11h
tão profundos quanto
aquele leite no pires
este sorriso e todo encanto.
Desiste da espera.
Deseja partir.
Pra onde ir?
No sonho atravessa oceano...
Acorda e acorda!!!
"É excesso de falta!
Tanta falsa partilha...
De continente
não faço parte.
Sou ilha".
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Fernanda de Lima Almada
14 de julho de 2013
11:11h
quarta-feira, 3 de julho de 2013
In-veja
Tanta peleja...
Suor que lampeja.
Veja!
E enquanto você boceja
aqui, lacrimeja.
Ah... Seja!
Vê, é...
e escolhe a mesquinhez.
Algum sentido?
Talvez...
- Sordidez!
In-veja.
A esse falso sorriso amigo,
digo:
"Há algo e alguém além...
além do seu umbigo".
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Fernanda de Lima Almada
02 de julho de 2013
23:59h
Tanta peleja...
Suor que lampeja.
Veja!
E enquanto você boceja
aqui, lacrimeja.
Ah... Seja!
Vê, é...
e escolhe a mesquinhez.
Algum sentido?
Talvez...
- Sordidez!
In-veja.
A esse falso sorriso amigo,
digo:
"Há algo e alguém além...
além do seu umbigo".
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Fernanda de Lima Almada
02 de julho de 2013
23:59h
sábado, 29 de junho de 2013
Encontro
Suor goteja
no ritmo da melodia.
Reminiscências
do cheiro ao sabor...
Cor...
Pavor e encanto
Saudade e vergonha.
Venha e proponha
esse doce encontro,
sempre encanto,
que só se dá na memória.
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Fernanda de Lima Almada
29 de junho de 2013
22:03h
domingo, 19 de maio de 2013
Desejo e Utopia
Já não se vê entre as cores
da realidade embaraçada
em nós de verdade e mentira
Clarões perdidos e ruínas
das próprias construções hipócritas
em firmamento cinza enegrecido.
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Fernanda de Lima Almada
19 de maio de 2013
21:53h
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http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
domingo, 14 de abril de 2013
Arrepio
E a imagem em branco e preto
ressalta sombras que se escondiam
atrás da cortina radiante
daquele sorriso usado
mais que o moletom antigo
que hoje não aquece esse ser
morto-vivo
fraco, rouco, pálido,
mas sentindo.
Fernanda de Lima Almada
Araxá, 14 de abril de 2013
00:22h
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
sábado, 6 de abril de 2013
Arquejo
O tempo atravessa em silêncio
enquanto escuto as cores de ontem
e sinto o cheiro, na margem opaca,
do amanhã que me aperta a garganta.
Já não vejo a poeira entre os livros
quando abraço o barulho das chaves
e tranco esse horror sutil e podre.
E como é ácida a luz estridente
que ensurdece madrugadas eternas.
Ah... não raras...
Portas pesadas.
Salas vazias.
É meu pulso.
...
Idiosincrasias.
Fernanda de Lima Almada
06 de abril de 2013
21:58h
sábado, 2 de março de 2013
Tormenta
Dia cinza.
Lá fora
Nuvens
aqui dentro
impossível enxergar.
Grito em silêncio.
Emudeço o eco.
Mais um
e é só um.
Desço
o ego.
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Fernanda de Lima Almada
02 de março de 2013
17:14h
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