segunda-feira, 3 de março de 2014
Su-ave
Quero asas
frio na barriga
brisa no rosto
o acelerar do coração...
Redesenhar o passado
- cores livres e encantadas -
sem a solidão da estrada
- culpa da imperfeição
Amarra, autoexclusão...
E se me escapar esse temor
que não volte!
E ainda que eu lhe falte
enterro sua sorte!
Nesse duelo, estagnada.
Como ser forte?!
O corte!
- Fogo cruzado -
Amor e Morte.
_____________________________
Fernanda de Lima Almada
03 de março de 2014
10:56h
___________
* http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
SILÊNCIO
Não é chuva o brilho
e o estrondo em sequência.
É demência.
Lá longe o cachorro late
Ali no bar, um combate
- uns correm e o outro apita.
O carro passa,
a música fica
e as pedras cantam
A vizinha grita.
E inquietude é aqui:
Trêmula,
Falta-lhe o ar
Não sabe onde pode estar.
Tenta, mas não, não esquece.
É o pensamento que ensurdece.
__________________________________________
Fernanda de Lima Almada
24 de outubro de 2013
00:45h
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
MAIS VELAS
Mais linhas no reflexo
Vôo baixo.
É muito quanto
pra pouco quando.
Pesam seus ombros
Pisa.
É cor que passou
em sorrisos contidos
Tidos como tristes
- erros em sucessão.
Abraça a memória
Captura uma estrela
Acende um cigarro
- o gosto da juventude -
Vontade de libertação.
Liberta a ação
Já que, sem sonhos,
só deseja adormecer.
__________________________
Fernanda de Lima Almada
02 de outubro de 2013
00:28h
*E parabéns, hoje, para mim e meus 27 anos... -_o
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Iminência
Linhas mal traçadas
por mãos e olhos frios
em tranças de curtos fios
inertes.
À minha volta
pouca verdade
Sentir é irrealidade
Jamais a real idade
E ouço
- é louco!
E penso
- É Pouco!!!
Surto e arrepio -
É o saco cheio desse vazio.
__________________________________
Fernanda de Lima Almada
27 de setembro de 2013
15:06h
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Triste Amanhã
Letras que brigam
Lado a lado
formam
transformam
inventam
a fantasia do pensamento
que canta -
triste
inerte
impotente -
ainda o desejo do devir-heroína
Além
muito além do que o espelho reflete
Pó encapsulado
Derrotado.
___________________________________
Fernanda de Lima Almada
25 de setembro de 2013
20:35h
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
TROCA
Vai
Corre
Convoca
Empresta o que não tem
além da cota
Escuta
Toca
- e autoataca.
Cata o que lhe resta
- oca -
soca no bolso
taca na cama
- oculta.
Fecha a boca
engole seco
contorna a forca
mas o amanhã cerca
teima
acoberta
Provoca.
__________________________________
Fernanda de Lima Almada
09 de setembro de 2013
20:32h
domingo, 8 de setembro de 2013
(Meu Des)encanto
Peito que dói.
Suspiro apertado
quente
demente
sentindo o peso do corpo
- vagão de um trem morto
no trilho escuro e sem volta -
brilha sozinha nas noites
e nos dias vence os açoites
com sorriso de força cósmica
que deixa a garganta ácida.
Energia dionisíaca que lhe falta.
Apolínea
hoje chora em companhia.
______________________________ _
Fernanda de Lima Almada
08 de setembro de 2013
20:51h
domingo, 18 de agosto de 2013
Silêncio em Suspiro
Tanta esperança
em dias escassos.
Muito olhar
pra pouca paixão...
Delicadeza
apenas nas nuvens...
Calor
só esse que sopro nas mãos.
Brilho?
Falta nos olhos... no sorriso...
e hoje não tenho estrelas.
No sonho de ser livre
me perco
na criança em mim
estou salva!
E enquanto milhões sorriem
por ter, por acaso e por nada
eu só quero ouvir a chuva na janela.
________________________________________________
Fernanda de Lima Almada
Araxá, 18 de agosto de 2013
21:21h
Sasuke
Aconchegou-se como quem se abriga
Com a delicadeza de brisa outonal...
e há quem friamente diga
ser apenas astúcia animal.
Com a cor da noite desfila serene
e exibe nos olhos o brilho da lua,
diferente dessa minha raça
que atua!
Cuida até quando pede colo...
E é compartilhado esse calor
É respeito
É carinho
É Amor.
__________________________
Fernanda de Lima Almada
11 de agosto de 2013*
23:43h
*Dia em que Sasuke e eu completamos um ano de vida compartilhada.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
ACIMA DOS OMBROS
Segue no ritmo do silêncio
- essa majestosa melodia.
Essência vazia
do tempo que arde.
Mas não deve ser tarde
para se lembrar do mestre:
- ao dizer em tom de feitiço -
"Só se associa a um tirano
um corpo submisso".
__________________________
Fernanda de Lima Almada
24 de julho de 2013
23:26h
domingo, 14 de julho de 2013
PART-ILHA
Sente e vê
tão profundos quanto
aquele leite no pires
este sorriso e todo encanto.
Desiste da espera.
Deseja partir.
Pra onde ir?
No sonho atravessa oceano...
Acorda e acorda!!!
"É excesso de falta!
Tanta falsa partilha...
De continente
não faço parte.
Sou ilha".
___________________
Fernanda de Lima Almada
14 de julho de 2013
11:11h
tão profundos quanto
aquele leite no pires
este sorriso e todo encanto.
Desiste da espera.
Deseja partir.
Pra onde ir?
No sonho atravessa oceano...
Acorda e acorda!!!
"É excesso de falta!
Tanta falsa partilha...
De continente
não faço parte.
Sou ilha".
___________________
Fernanda de Lima Almada
14 de julho de 2013
11:11h
quarta-feira, 3 de julho de 2013
In-veja
Tanta peleja...
Suor que lampeja.
Veja!
E enquanto você boceja
aqui, lacrimeja.
Ah... Seja!
Vê, é...
e escolhe a mesquinhez.
Algum sentido?
Talvez...
- Sordidez!
In-veja.
A esse falso sorriso amigo,
digo:
"Há algo e alguém além...
além do seu umbigo".
____________________________
Fernanda de Lima Almada
02 de julho de 2013
23:59h
Tanta peleja...
Suor que lampeja.
Veja!
E enquanto você boceja
aqui, lacrimeja.
Ah... Seja!
Vê, é...
e escolhe a mesquinhez.
Algum sentido?
Talvez...
- Sordidez!
In-veja.
A esse falso sorriso amigo,
digo:
"Há algo e alguém além...
além do seu umbigo".
____________________________
Fernanda de Lima Almada
02 de julho de 2013
23:59h
sábado, 29 de junho de 2013
Encontro
Suor goteja
no ritmo da melodia.
Reminiscências
do cheiro ao sabor...
Cor...
Pavor e encanto
Saudade e vergonha.
Venha e proponha
esse doce encontro,
sempre encanto,
que só se dá na memória.
_______________________
Fernanda de Lima Almada
29 de junho de 2013
22:03h
domingo, 19 de maio de 2013
Desejo e Utopia
Já não se vê entre as cores
da realidade embaraçada
em nós de verdade e mentira
Clarões perdidos e ruínas
das próprias construções hipócritas
em firmamento cinza enegrecido.
__________________________________
Fernanda de Lima Almada
19 de maio de 2013
21:53h
___________________________________________________
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
domingo, 14 de abril de 2013
Arrepio
E a imagem em branco e preto
ressalta sombras que se escondiam
atrás da cortina radiante
daquele sorriso usado
mais que o moletom antigo
que hoje não aquece esse ser
morto-vivo
fraco, rouco, pálido,
mas sentindo.
Fernanda de Lima Almada
Araxá, 14 de abril de 2013
00:22h
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
sábado, 6 de abril de 2013
Arquejo
O tempo atravessa em silêncio
enquanto escuto as cores de ontem
e sinto o cheiro, na margem opaca,
do amanhã que me aperta a garganta.
Já não vejo a poeira entre os livros
quando abraço o barulho das chaves
e tranco esse horror sutil e podre.
E como é ácida a luz estridente
que ensurdece madrugadas eternas.
Ah... não raras...
Portas pesadas.
Salas vazias.
É meu pulso.
...
Idiosincrasias.
Fernanda de Lima Almada
06 de abril de 2013
21:58h
sábado, 2 de março de 2013
Tormenta
Dia cinza.
Lá fora
Nuvens
aqui dentro
impossível enxergar.
Grito em silêncio.
Emudeço o eco.
Mais um
e é só um.
Desço
o ego.
___________________________________
Fernanda de Lima Almada
02 de março de 2013
17:14h
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Ah, abram-me outra realidade!
Ah, abram-me outra realidade!
Quero ter, como Blake, a contiguidade dos anjos
E ter visões por almoço.
Quero encontrar as fadas na rua!
Quero desimaginar-me deste mundo feito com garras,
Desta civilização feita com pregos.
Quero viver como uma bandeira à brisa,
Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer!
Depois encerrem-me onde queiram.
Meu coração verdadeiro continuará velando
Pano brasonado a esfinges,
No alto do mastro das visões
Aos quatro ventos do Mistério.
O Norte — o que todos querem
O Sul — o que todos desejam
O Este — de onde tudo vem
O Oeste — aonde tudo finda
— Os quatro ventos do místico ar da civilização
— Os quatro modos de não ter razão, e de entender o mundo.
4/4/1929
______________________________
Obra poética IV
Poemas de Álvaro de Campos
P. 189
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Palerma
Ar quente na garganta
diz aos olhos: Ardam!
Conflagrem a chama indelével!
Sufoca a brasa ao redor
Afronta o toque intenso
do coração afoito de satisfação,
força/vida, potência de se ser,
sedento de desejos alienígenas.
Reservado mundo de sonhos possíveis!
Mas, impetuoso,
livre do medo,
abre asas e contraria.
Triste sabor
do retorno inevitável.
Aflito.
Em febre reencontra o conflito.
____________________________________
Fernanda de Lima Almada
24 de janeiro de 2012
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
" I'm going to better days... "
Sol amigável, chuva branda...
Lua clara, noite escura...
E assim seguem os dias
iguais aos que eu nunca pensei
diferentes dos que nunca soube viver.
________________________________
DOIS MESES! Dois meses se passaram!
E estou aqui firme e forte, "hematoma subdural agudo" idiota!
>;-)
"AND I'M GOING TO BETTER DAYS..." ;D
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
NESSAS HORAS
Tanto sol quanto palavras vazias
fervilhando cada novo traço da minha cabeça
Cabeça cansada dos mesmos olhares
das mesmas promessas desse dia.
Dia comum.
Não. O relógio não tem poder e magia.
Não nessa realidade
medíocre e sem encanto.
Coincidência. Olho pro pulso.
Já não me importa que horas são.
Ah... tanta oração.
Desejos e juras
de vida curta.
Bater de asas da borboleta.
Desejos e juras
de memórias efêmeras.
Até quarta-feira.
E o que permanece intacto nesse rodopio de mesmisse?
Sol ardente e palavras vazias sem fim.
________________________
Fernanda de Lima Almada
31 de dezembro de 2012
12:26h
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Vi-vendo!
A Terra e seu movimento enganador
fechou meus olhos ou apagou o sol
na confusão de uma noite quente e longa
sem lembranças.... cheiro ou oscilação...
O tempo de ontem e hoje ainda não sei
e aperta a garganta se me obrigo a entender...
O segundo mesquinho em que acontece
A lágrima que vem
Mais um instante que vai...
E estou aqui...
...ainda estou aqui!
06 de dezembro de 2012
12:40h
_______________
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
sábado, 1 de setembro de 2012
O cerco
Sinto o gosto amargo do tempo
fitando o cheiro livre do acaso
enquanto bebo o brilho da estrela
através da fumaça que exalo
e vejo em seu desenho a ruína
de cor gelada, fenda mesquinha
em que jorra o sangue do horror
do pesadelo do não dito ao olhar
da pena arrancada a escapar,
do torpor...
...em cena - sopro e pavor.
Fernanda de Lima Almada
01 de setembro de 2012
22:28h
___________________________________
http://www.recantodasletras.com.br/autores/fernandaalmada
.
Assinar:
Postagens (Atom)























