sábado, 1 de janeiro de 2011

Sobressalto




Do abismo lânguido e pálido
entre o toque, o abraço e o além
à razão que persiste, insiste e controla
o descontrole do tempo e do espaço
das fagulhas coloridas de um só verso mudo
que descreve em vão a verdade absoluta
da consciência noética e o ardor desesperado...

Ah... o olhar amedrontado!

Passa a fração eterna de um minuto
na loucura da realidade paralela...
na memória clara do amanhã abastado
pelas gotas geladas da chuva de desejo revelado...
...e o vazio tempestuoso de um beijo não dado...



                                             Fernanda de Lima Almada
                                             01 de janeiro de 2011
                                             13:32h






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E Feliz 2011...